Escrita
O formato de escrita num blog é interessante: é uma escrita pessoal. Como na maioria das escritas, eu escrevo sozinho, sem a expectativa imediata de uma leitura. Lembra-me da escrita em formato diário, coisa que faço com maior frequência, esta escrita intimista e sem preocupação do que será achado quando se lê.
A transição entre o formato diário e o formato blog é progressiva, neste sentido. Com a impossibilidade de ser lido progressivamente tornando-se possibilidade, isto muda um pouco o tom das coisas. Afinal, num diário o leitor é somente eu, enquanto aqui, quem sabe quem será você, que aqui se encontra.
Considero a escrita uma forma muito bonita de desenvolver pensamentos, reflexões. Costuma ser bastante subestimada, de um lado, e superestimada, de outro. Uma sábia lição de uma das tradições religiosas mais "intelectualizadas" num certo sentido, que é o budismo, é justamente sobre o raciocínio intelectual: ele é uma ferramenta e é cheia de limitações. Diferente da tradição ocidental que tem esse sonho de resolver o mundo através do pensar, o budismo me ensinou que este tem seus limites. Evidentemente, isto se aplica à escrita.
Compartilhar reflexões, portanto, não tem a pretensão de "resolver" nada, seja a nível intelectual seja a nível de proposições de resolução prática. É uma forma, talvez, de caminhar para algum lugar mais interessante. Mas o intelecto tem seus limites e aceitar isto é libertador.
A transição entre o formato diário e o formato blog é progressiva, neste sentido. Com a impossibilidade de ser lido progressivamente tornando-se possibilidade, isto muda um pouco o tom das coisas. Afinal, num diário o leitor é somente eu, enquanto aqui, quem sabe quem será você, que aqui se encontra.
Considero a escrita uma forma muito bonita de desenvolver pensamentos, reflexões. Costuma ser bastante subestimada, de um lado, e superestimada, de outro. Uma sábia lição de uma das tradições religiosas mais "intelectualizadas" num certo sentido, que é o budismo, é justamente sobre o raciocínio intelectual: ele é uma ferramenta e é cheia de limitações. Diferente da tradição ocidental que tem esse sonho de resolver o mundo através do pensar, o budismo me ensinou que este tem seus limites. Evidentemente, isto se aplica à escrita.
Compartilhar reflexões, portanto, não tem a pretensão de "resolver" nada, seja a nível intelectual seja a nível de proposições de resolução prática. É uma forma, talvez, de caminhar para algum lugar mais interessante. Mas o intelecto tem seus limites e aceitar isto é libertador.
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